Propositalmente neutro e sem graça…
Você deve está se perguntando, por que desse visual tããão chato e sem vida? Pois é… esse site não foi feito para ser bonitinho e fofo. Aqui você pode ler seu conteúdo duvidoso em locais públicos sem medo de uma imagem suspeita ou algo que irá revelar o seu “segredinho“…
Esse é um lugar seguro… porém depende.
O meu pequeno espaço… como tudo começou.
(Senta que lá vem textão)
Se um dia me perguntarem o que me motivou a criar o meu próprio espaço nessa imensidão chamada internet, eu responderia “o capítulo 35”.
Escrever e publicar meu próprio livro era um sonho de infância. E quando digo infância, estou literalmente falando da Elora de 10 anos. A minha mini versão que passava horas e mais horas escrevendo em um fichário velho que roubou da tia, colecionava folhas bonitinhas e achava um máximo usar uma lapiseira grafite 0.5. Eu não era um prodígio e sempre que lia as várias folhas que havia escrito, acabava descartando muitas delas e começando de novo. Nunca terminei nenhuma dessas histórias…
Um dia ouvi dizer que para melhor a forma de escrever era necessário ler. De repente, a mini Elora abandonou seu fichário e lapiseira e passou a ler todos os livros que encontrava pela casa. Livros esses nada apropriados para uma criança da minha idade. Lembro até hoje o choque que foi ao ler “O Doce Veneno do Escorpião – O Diário de uma Garota de Programa”. Ou a estranheza de ler um livro de autoajuda para casais; “Porque Homens Fazem Sexo e Mulheres Fazem Amor”. E a obra que marcou a minha vida: “Se Houver Amanhã” do Sidney Sheldon.
Esse autor me fez vomitar… de ansiedade.
Estava na praia viajando com a minha família e não conseguia parar de ler. Não dormia, não comia, eu só queria saber o que iria acontecer com a Tracy Whitney. Quando acabou a última página, cheguei à conclusão que queria escrever tão bem quanto o Sidney Sheldon. Aí eu virei o livro de cabeça para baixo e comecei a ler a segunda história que vinha nele, mas eu nunca terminei.
Até hoje não sei que fim levou as três médicas de “Nada Dura Para Sempre”. Eu amava a escrita do Sidney Sheldon, mas era envolvente demais e eu não conseguia viver até terminar de ler o livro. Em um ato drástico, eu “bani” o autor da minha vida e passei procurar por coisas mais leves e compatíveis com a minha idade, foi aí que conheci o Spirit Fanfiction e o Wattpad.
Eu voltei a escrever em 2012 e tenho o arquivo da minha primeira fanfic até hoje. E não, eu não vou publicar essa obra de horrores. Mas era uma história do Paramore baseado em uma música nada famosa deles. Nunca cheguei a publicar em lugar algum.
Em 2015 comecei a escrever minhas primeiras fanfics de Caitlyn e Vi. Sim, as personagens de Arcane que na época eu e outros três gatos pingados as shippavam. “Second Chance” foi a história que mais cheguei perto do fim antes de Stuck With U Renaissance, mas um dia meu HD queimou e eu perdi 150 páginas escritas. O trauma foi tanto que nunca mais consegui reescrever.
Em algum momento entre 2016 e 2018, eu publiquei minha primeira fanfic no Spirit Fanfiction. Durou 19 capítulos até que desisti… eu nem ouvia Fifth Harmony, mas tinha tantas histórias boas delas no Wattpad que me alimentei de várias por muitos anos, até que comecei a escrever a minha própria e publicar. Que eu consigo recordar, tenho umas três fics Camren inacabadas em algum lugar da minha nuvem. E não, também não vou postar nenhuma delas.
Eu voltei escrever efetivamente em 2021, quando uma tempestade de areia na Espanha me salvou da morte. Eu estava internada em um país que não era meu, sem minha família e amigos, em uma cidade que meu navio não iria mais voltar. Mais isolada que no auge da pandemia. Eu não assisto televisão, tampouco falava espanhol para ficar surfando pelos canais. O único passatempo que minhas condições físicas me permitiam ter era criar histórias na minha cabeça. Foi assim que nasceu Valquíria e Clarice.
As duas foram minha companhia durante o quase um mês que fiquei esquecida em Cartagena sem poder voltar para casa. Quando cheguei no Brasil, eu criei a conta no Wattpad com a intenção de finalmente publicar algo… só com a intenção, porque eu só de fato escrevi a história das duas uns seis – ou mais – meses depois, não me pergunte por que. Eu não me lembro o que me levou a de fato escrever esse surto quase alucinógeno.
Em 2024, depois de um longo hiato, eu decidi reescrever essa loucura toda fora do contexto pandêmico, afinal, o planejado era para escrever apenas duas semanas da vida delas e não contar toda a história. Além do mais, a Elora de 2021/22 já não era a mesma de 2024 e não tinha condições de continuar de onde havia parado.
Tudo estava fluindo bem. Por incentivo das pessoas mais próximas, eu criei uma página no Patreon. Jurava que não daria em nada e por incrível que pareça, surgiu uns doidos para surtar comigo por lá e ficar papeando no chat. Parecia perfeito até que… o capítulo 35.
Eu recebi um e-mail do Patreon dizendo que meu post estava fora do ar por ir contra as diretrizes da plataforma. O motivo? Estava sendo acusada de postar conteúdo de @b*s0 infantil. Tentei argumentar e me defender, mas não deu em nada. Para evitar que se repetisse, eu mudei a forma que publicava, mas ainda com receio.
Observando o que estava acontecendo ao redor do mundo com muitos autores e artistas que sequer publicam temas “polêmicos” como eu, que tinham suas obras banidas ou contas totalmente apagadas pelas grandes plataformas, eu sabia que precisava de um plano B. Sete meses foi o tempo que levei para finalmente decidir “ser dona do meu próprio conteúdo” e não depender do Patreon e Wattpad, nem ter medo de um dia ser má interpretada e ter o conteúdo banido com uma acusação tão séria e grave e totalmente injusta comigo. Esse site foi criado por mim mesma. Assistindo muitos tutoriais no Youtube e lendo vários artigos, pedindo socorro a alguns amigos desenvolvedores. Aos poucos as peças foram se juntando e finalmente consegui montar meu Pequeno Espaço que é meu… e seu e de qualquer outra pessoa que se identifica com esse mundinho e quiser se juntar.
Enfim, essa é a história que ninguém perguntou e quer saber, mas eu contei.
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