Elora Aneva

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09. 4 Juillet – Anniversaire de Valkyrie

« V A L K Y R I E »

Jamais imaginei que um dia diria isso em minha vida, mas eu descobri algo que consegue ser pior que açúcar: o sabor da derrota.

Fui obrigada a enviar uma caixinha para o Bruno, a Giovana e a Juliana para provarem os dois cookies e votar no melhor. Não disse qual eu fiz e qual era o de Gisele, os três sem exceção gostaram mais do meu. Somente Clarice que não… será que faltou açúcar para ela?!

E se eu fizer com mais açúcar? Será que ela vai gostar?

– Chloée, para imediatamente o que está fazendo – o tom de voz do meu pai era de impaciência. Meu pai. Impaciente. – Não me obrigue a envolver a sua mãe nessa história.

– Você não ousaria.

– Ouso.

Encarei meu pai pela tela do iPad. Conhecia bem esse seu olhar… ele ousaria sim. Que traidor.

– Eu não sou nenhuma criança, papa.

– Está agindo como uma.

– Você está convivendo demais com a dona Margot, – revirei os olhos.

– Não revire os olhos para mim, mocinha.

Bufei frustrada. Faz três noites que não conseguia dormir em paz por causa desses benditos cookies. A primeira noite em claro foi fazendo essa merda. Depois tentando encontrar onde foi que errei. E agora tentando me superar e o resultado era praticamente o mesmo.

– Você sabe que se os sentimentos dessa pessoa for recíproco, não serão cookies que irão mudar isso. Não sabe? Já tentou conversar direto?

– Ela consegue ser pior que a mamãe para querer ouvir. Eu não sei mais o que faço… pensei que ao menos com os cookies iria a convencer de me ouvir por alguns minutos… e eu falhei!

– E vai aceitar a sua derrota, – papai disse firme. – Conheço bem onde essa sua obsessão irá te levar. Então pare.

– Mas…

– Chloée.

Respirei fundo três vezes para conter a explosão de sentimentos que sentia no momento. Por mais que eu não quisesse aceitar, eu entendia as motivações do meu pai para se preocupar.

Meus altos e baixos ao longo da vida o deixou sempre muito cauteloso e em alerta, a ponto de reconhecer a origem de um possível problema futuro logo no início.

– Você já malhou hoje? Fez yoga? – Não respondi. – Então vá. Essa não é você, filha. Se recomponha. E vê se dorme.

A primeira ordem eu até aceitei, já a segunda… como dorme? Rolei de um lado para o outro pensando em tudo ao mesmo tempo. Eram os cookies, Clarice, Pedro Henrique, minhas loucuras, Clarice, o trabalho… que também tinha Clarice, o projeto de Dubai, a minha não vontade de ir para Dubai. Clarice de novo. Claudia vadia querendo a Clarice… e cena da Clarice pegando aquele maldito cartão na minha frente me fez levantar antes do despertador. As palavras do Pedro Henrique tirando a minha paz e deixando ainda mais nervosa e preocupada.

Será que ela mandou alguma mensagem para Claudia? Será que as duas conversam? E se eu perder a Clarice para esse vadia? Eu já perdi para a Gisele, seria só mais uma puta.

Eu odeio perder!

E mais uma vez não tinha saco para selecionar minhas roupas para o dia. Eu normalmente faço isso na noite anterior, mas eu não fiz e não seria agora que faria. Eu vesti qualquer coisa sem pensar, meu cabelo eu só prendi a parte de cima em um coque de qualquer jeito e calcei um tênis. Maquiagem? Não sei nem o que é isso.

Se eu estava orgulhosa com a minha imagem no espelho? Definitivamente não. Isso não é roupa para trabalhar… mas quem disse que eu quero trabalhar? Estou começando a cogitar em tirar umas férias e fingir que não existo por tempo indeterminado… talvez um ano sabático. Ou dois… ao menos até o fim do contrato da Clarice e talvez assim eu não a veja mais e supere que eu a perdi.

Acabei rindo sozinha no caminho do trabalho pensando isso… não era como se eu tivesse alguma chance. Uma vez que eu contasse a verdade – isso se eu tivesse oportunidade para tal, – Clarice não iria ter interesse algum em mim, provavelmente até a Gisele se saíria uma opção melhor… urgh, não! Nojento…

Por mais que Pedro Henrique esteja certo e eu não queira admitir. Eu sentia que precisava ser honesta. Ao menos me esclarecer com a Clarice para que ela não pense que queria apenas a usar como guardanapo. Eu jamais faria isso com alguém, muito menos com ela.

Como de costume, eu fui uma das primeiras pessoas a chegar no escritório e fiquei contente em não ter que ver a cara de ninguém até chegar em minha sala. Por mais que eu não tenha o hábito de dormir várias horas, eu ainda sou humana e meu corpo tem suas necessidades. No entanto, ao invés de sentir sono e ficar sonolenta bocejando, sinto dores de cabeça e atrás dos olhos.

É uma sensação horrível estar mentalmente exausta e seu corpo se manter ligado aos 220volts. Se eu consegui dormir cinco horas desde o último sábado – e hoje é quarta – foi muito. Estou vendo que vou chegar ao meu limite de exaustão e será como da última vez em que acordei com a polícia invadindo meu apartamento a mando de minha mãe.

Talvez eu devesse ligar para Bruno e pedir uma solução na veia já que os comprimidos e nada dão o mesmo efeito.

Na reunião com os diretores, eu apenas existi. Sinceramente, desde ontem que eu apenas existo nesse escritório. Além do raciocínio lento e cansado, eu fiquei boas horas apenas estudando técnicas de confeitaria para encontrar alguma solução para os meus cookies. Já adianto que não serviu de nada.

Se eu não posso superar os cookies da Gisele, vou superar a mim mesma. Esse se tornou o meu mais novo objetivo.

Como faria do hotel em Dubai o meu mais novo Pritzker, eu ainda não sabia. Apenas sei que o Sheik irá aceitar qualquer uma de minhas loucuras e pagar por todas elas.

Reconheço que consigo ser bem chata e insuportável quando quero. E esse era mais um desses momentos.

Infelizmente, para alcançar o meu objetivo eu não poderia fazer isso sozinha. Eu no mínimo precisaria de informações que só quem estava em Dubai agora poderia me passar. E eu os infernizei até que conseguissem exatamente o que queria.

Depois eu pago uma tour ou algo do tipo para compensar, mas agora eu precisava da perfeição e nada menos que isso.

– Val? – Letícia apareceu em minha sala. Precisei respirar fundo para segurar a vontade de reclamar. Eu não queria ninguém aqui. – Você não vai almoçar? Já são três da tarde.

Fiquei surpresa ao ver a hora. Eram 15:17 para ser exata. Não só passou o horário de almoço, como Clarice já estava aí há algumas horas e eu sequer a vi.

– Estou sem apetite, – respondi. – Feche a porta quando sair.

Essa foi a minha forma sútil de a mandar sair. Se tem algo que eu odeio que façam quando estou focada em algo é que me interrompam… e era exatamente o que Letícia fazia agora.

Eu tinha muito que estudar para alcançar o meu objetivo. Seria mais fácil se eu fosse lá pessoalmente e encontrasse as informações que queria pesquisando e conhecendo. Mas eu não estava afim. Ao menos não agora.

As batidas na porta chamaram a minha atenção, antes que eu pudesse me irritar com a intromissão, a voz angelical de Clarice me fez acalmar.

– Oi, – ela disse. – Posso entrar?

– Hm, uh… oui.

Não fazia ideia do que poderia ter trazido Clarice até aqui. Ela nunca vem à minha sala sem que seja chamada ou que alguém tenha lhe enviado. De qualquer forma, eu estava contente em vê-la.

– Eu trouxe um chá, – só então me dei conta de que carregava em mãos a minha xícara. Ela deixou sobre a minha mesa e deu um passo para trás. – Você normalmente sai para tomar chá a essa hora. Como não foi buscar, eu trouxe até você.

Tomo chá a essa hora?

Fiz uma careta sem entender. Quando vi a hora no monitor levei um susto de verdade. Eram quase 20h da noite e eu ainda estava aqui… e Clarice também.

– O que ainda faz aqui? São quase oito horas da noite. Está tarde. Você já deveria ter ido para casa.

– Digo o mesmo quanto a você, – Quanta ousadia dessa criatura. Iria argumentar, mas ela se sentou e esse seu comportamento foi muito estranho. Não me lembro uma única vez que ela se sentou sem ser convidada. – Até que horas pretende ficar presa nessa sala?

Seu tom de voz autoritário me pegou desprevenida. E causou uma falha no meu sistema… ninguém fala comigo.

– Eu… uh… não sei? Quero terminar isso antes de sair.

– Você pode terminar amanhã. Vá para casa, você está precisando.

Eu sei que fora desse escritório a Clarice não é tão tímida e acuada quanto parece, mas não era audácia demais falar comigo nesse tom? Ela sequer tem altura para sustentar

– Acredito que essa decisão quem deve tomar sou eu.

– Se depender de você, você vai virar a noite aqui e isso não faz bem. Então eu só vou embora quando você também for.

Estreitei o olhar desconfiada. – Está blefando?

– Não, nem um pouco – ela tirou o celular do bolso. – Eu posso ficar horas aqui até você terminar aí.

Clarice não estava brincando.

Ela realmente começou a assistir vídeos enquanto “me aguardava”. Não bastasse a afronta, o som dos vídeos certamente seriam uma descontração. Respirei fundo para conter o que sentia no momento. Não sei qual era o seu objetivo, mas a minha vontade era a colocar de volta em seu lugar… sorte a dela que não posso a punir.

A contra gosto parei o que fazia pela metade e juntei meus pertences. – D’accord, tu as gagné. J’abandonne. (Ok, você venceu. Eu desisto). Vamos embora.

No momento em que me coloquei de pé fui atingida por uma forte enxaqueca. A sensação era de ter uma estaca atravessada em minha cabeça.

– Meu Deus! Valquíria! – Clarice rapidamente veio me acudir. – O que aconteceu?! O que você está sentindo? Senta aqui.

Eu apenas me deixei ser guiada até o sofá onde me deitei e cobri os olhos com o antebraço. Depois de quatro noites seguidas sem dormir mais que duas horas, era questão de tempo para que uma forte dor de cabeça me impedisse de fazer qualquer outra coisa que não fosse ir dormir. Não era a primeira vez que me ocorria e muito provavelmente não seria a última.

– Você está bem? Quer que ligue para a enfermaria?

– Vá para casa, descanse. Eu vou ficar bem… eu só preciso de um tempo.

Clarice ficou em silêncio por um momento e eu não pude ser mais grata por isso. Gosto muito de a ouvir falar, sua voz é a mais agradável aos meus ouvidos depois de Beyoncé e poderia facilmente passar o dia inteiro a ouvindo falar em meus ouvidos… mas hoje tudo que mais gostaria é o silêncio.

– Você está zoando, né? – Clarice perguntou. Seu tom de voz não era muito bom, parecia irritada. – Você mal, mal consegue abrir os olhos e quer que eu te deixe aqui assim? E a bonita vai para casa como? Dirigindo e aí sente uma dor forte e causa um acidente? Olha, dona Valquíria. Para alguém tão preocupada com a segurança alheia, eu esperava mais de você.

Era impressão minha ou estava levando uma bronca de Clarice? Será que ela enlouqueceu, foi? Arrgh… dói tanto que não consigo responder.

– Já que você não quer ir a enfermaria do prédio, eu vou te levar para casa.

Tentei olhar para Clarice para ver em seu rosto se estava falando sério ou não, mas o pouco de luz me fez arrepender amargamente.

– Óculos de sol. Bolsa – foi a única coisa que consegui formar com meu cérebro funcionando à 0,1%.

– Fecha os olhos, – Clarice pediu. Em seguida ela afastou meu braço e senti o objeto sendo colocado em meu rosto. – Usar óculos de sol de noite assim te deixa com cara de assassina… ou drogada.

Eu ia a repreender, mas ao dizer seu nome minha cabeça latejou forte.

– Vem, eu vou te ajudar.

O estacionamento nunca esteve tão distante. Clarice de certa forma tinha razão, se eu fosse fazer todo esse trajeto sozinha ou eu iria parar no meio do caminho ou causaria algum acidente.

Como fui me deixar chegar a esse ponto?

Honestamente eu não sei. Tudo que poderia dizer sobre esse momento era que, assim que entramos em meu carro, tudo se tornou um completo breu e eu já não me lembrava de mais nada.

« C L A R I C E »

Onde eu fui me meter?

A cada minuto que se passava me questionava ainda mais. Por que eu fui me meter nisso? Agora eu estava no carro de Valquíria, na garagem do apartamento dela, com ela dormindo ao meu lado e eu sem saber o que fazer.

O elevador privativo precisa de senha ou digital para ativar. E para usar o elevador comum eu precisava do no mínimo saber qual era o andar ou o número do apartamento. Duas coisas que eu não sabia… fui uma anta por não ter olhado no outro dia.

– Val? – A cutuquei mais uma vez. Valquíria sequer moveu um músculo. – Valquíria?!

Aí meu deus… isso é normal? Será que… ela morreu?

Estava prestes a entrar em desespero, quando me surgiu a lembrança do cartão que encontrei em seu carro ontem. Nele havia contatos de emergência e com certeza poderia me ajudar.

– Alô, Bruno falando.

– Bruno? Oi… aqui é a Clarice.

– Clarice?! Que Clari… ah, oi Clarinha, tudo bem fofa? – o tom de voz de Bruno mudou completamente quando percebeu quem era. – O que devo a honra da sua ligação?

– Eu… uh… preciso de ajuda com a Valquíria.

– Ajuda com a Kyrie?! Vai me dizer que você quer conquistar a gata? Olha, eu posso te ajudar. Nada que um encontro romântico e algumas taças de vinho não resolva a situação de vocês…

– Que?! Não… aí… – suspirei. Bruno conseguiu me desconcertar nessa brincadeira. – Eu preciso de ajuda, ajuda. A Valquíria não está bem e agora ela… ela está desacordada.

– Você precisa ser mais específica, Clarice. Desacordada como?

– Não sei… dormindo… ou morta. Sei lá, ela não se mexe e não responde. Ela estava com forte dor de cabeça e aí ela apagou.

– Aaah… isso aí. É “dor de sono”, nem se preocupe. Essa vadia provavelmente não dorme há dias e chegou ao ponto de exaustão… não deveria acontecer, mas vai enfiar alguma coisa na cabeça dura dessa mulher?! Se ela já está dormindo, está tudo bem.

– Mas e o que eu faço com ela? Eu estou na garagem do prédio e não sei como subir com ela, também não tenho a chave do apartamento para entrar… eu não posso simplesmente a largar no carro e ir embora.

– Não precisa de chave não, mulher. Tem dois tipos de elevadores aí, o comum vai te deixar na porta do apartamento. Só tem 2 por andar, o da Val é o 1802. A senha da fechadura é #0409*.

– E depois? Ela vai ficar bem? Precisa fazer alguma coisa? Eu posso só ir embora?

– Oxe, e você ainda quer ir embora tarde da noite e num frio desses? Fica aí mesmo, aproveita e dorme agarradinhas. Nada melhor que dormir de conchinha numa noite fria.

Era impressão minha ou Bruno estava flertando comigo pela Valquíria? É esse tipo de amigo que eu preciso na vida.

– Não, – respondi desconfiada. – Eu realmente preciso ir para casa. Você pode vir mais tarde para ver como ela está?

– Se você diz… enfim, não se preocupe com a Kyrie não. O máximo que vai acontecer é ela dormir até amanhã. Eu moro no apartamento do lado, assim que sair do plantão dou uma passadinha para ver como estão as coisas. Enfim, gata. Eu estou com um crânio aberto no meio de uma cirurgia e preciso me concentrar aqui. Minha assistente está com meu celular, qualquer coisa é só ligar e ela irá te ajudar.

– Certo… obrigada (?).

O mais bizarro dessa interação era saber que muito provavelmente era verdade o fato dele estar com um crânio aberto… meu senhor, que horror!

Não me pergunte como eu consegui subir com a Valquíria até seu apartamento. Só sei que a bichinha estava tão grogue de sono que se eu mandasse assinar um papel me passando toda sua fortuna, ela assinaria.

– Eu não vou me arriscar subir escadas com você, então deita aí – disse colocando Valquíria sentada no sofá. Ela de imediato caiu deitada, por pouco não segurei sua cabeça a tempo para que não batesse na quina do sofá. – Mulher, pelo amor de deus… você quer me matar, é?

Ajeitei o corpo de Valquíria no sofá para que ficasse confortável. Tirei seus sapatos delicadamente e coloquei suas pernas para cima. Seu sono estava tão profundo que me sentia lidado com um defunto.

Sem saber onde encontrar as roupas de cama extra, eu tirei a coberta da própria cama de Valquíria para a cobrir e peguei seus travesseiros também.

Ela parecia quentinha e confortável e isso era bom… mas não me pareceu o suficiente.

Se eu me sentia confortável vagando pelo apartamento de Valquíria enquanto ela mesma estava apagada no sofá? Não, eu não me sentia. Mas… era o jeito… e foi por isso que eu sai fuçando a cozinha dela em busca de ingredientes para fazer um sanduíche ou qualquer coisa que seja para forrar o estomago ao acordar.

Em meio as minhas buscas me deparei com algo que me deixou com água na boca: um estoque inteirinho de cookies. Provavelmente foi a fornada que sobrou da receita que me fez e céus… eles pareciam tão bons!

A Valquíria não dará falta se eu comer alguns, vai?!

Como pagamento pelo serviço de entrega de corpos, eu comi alguns cookies enquanto preparava um delicioso sanduíche das coisas que achei na geladeira.

Eu não fazia ideia de quando Valquíria acordaria outra vez e por via das dúvidas, embalei o prato em um plastíco film e deixei na geladeira com um post-it escrito “coma =)”. Também aproveitei para deixar um copão de água e uma caixinha de remédio para dor de cabeça que achei na gaveta na mesinha de centro… vai que ela acorda com dor de cabeça… ou sede.

Para finalizar meu serviço por aqui, retirei uma folha do meu caderno para escrever uma mensagem. Se fosse eu em sua situação, eu provavelmente iria ficar confusa e perdida. Uma nota me situando seria muito bem-vinda.

– É isso, dona. Eu vou indo embora, okay? – A encarei por um instante para ver se percebia algum movimento… ela estava tão quieta que parecia de fato morta. Com medo, coloquei a mão em seu pescoço para sentir seus sinais vitais. – Ufa… ainda está viva… durma bem, tá bom? – Passei a mão em seus cabelos castanhos e me surpreendi em como eles eram incrivelmente macios. – Enfim, é isso. Boa noite…

Quando me dei conta, estava centímetro de lhe dar um beijo no rosto… que pensamento intrusivo foi esse?!

Okay… hora de ir para casa. Está tarde e já deu por hoje, amanhã é um novo dia e eu ainda levando muito cedo.

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